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Quarta de Disco: Amy Winehouse ‎– Back To Black (2006)




Back to Black é o segundo e último álbum de estúdio da cantora e compositora inglesa Amy Winehouse, lançado em 27 de outubro de 2006 pela Island Records. Amy Winehouse praticamente baseou o álbum em seu tumultuado relacionamento com o então ex-namorado e futuro marido Blake Fielder-Civil, que a deixou temporariamente para perseguir sua ex-namorada. Sua separação de curta duração a levou a criar um álbum que explora os temas de culpa, tristeza, infidelidade e desgosto em um relacionamento.


Back to Black é considerado como um afastamento notável do seu trabalho anterior, seu álbum de estréia, Frank (2003), que traz fortes elementos do jazz. Back to Black incorpora uma ampla gama de elementos de vários gêneros, como soul, jazz, rhythm and blues (R&B), e blues. Sobre o estilo musical abordado no disco, a cantora comentou: "Eu não queria tocar esse negócio de jazz outra vez. Estava cansada de estruturas de acordes complicadas, e precisava de alguma coisa mais direta. Influenciada por alguns grupos femininos dos anos 50 e 60 que andava escutando e gostando da simplicidade deles, ela começou a escrever canções com o mesmo estilo.



Estamos falando de Shirley Bassey e o grupo The Zutons e do The Shangri-Las, a qual ela fala ter sido a sua inspiração. Numa entrevista à emissora de televisão BBC Music, ela revelou que a sua canção preferida do grupo The Shangri-Las era "I Can Never Go Home Anymore" (1965). "Quando eu e o meu namorado terminamos, eu passei a ouvir aquela canção repetidamente enquanto estava sentada no chão da minha cozinha com uma garrafa de Jack Daniels", disse ela. "Percebi que as Shangri-las têm uma canção para cada estágio de um relacionamento. Quando a gente vê um rapaz e nem sequer sabe o nome dele, quando a gente começa a conversar com ele, quando começa a sair com ele, quando a gente se apaixona por ele, quando ele rompe com a gente — e aí a gente quer se matar. Back to Black é exatamente sobre isso"!




Ray Charles, Donny Hathaway e Marvin Gaye também exerceram influência na criação do álbum, sendo que na canção "Rehab" Amy Winehouse menciona "Ray" e "Mr. Hathaway" em referência aos primeiros, enquanto em "Tears Dry on Their Own" foram utilizados trechos de "Ain't No Mountain High Enough" (1967), escritos por Nickolas Ashford e Valerie Simpson.


Back to Black foi amplamente aclamado pelos críticos musicais, que elogiaram a sua produção e sonoridade, bem como a voz e letras de Winehouse. O álbum foi amplamente reconhecido como um dos melhores álbuns lançados entre 2006 e 2007 em várias publicações de final de ano. O periódico britânico The Guardian, apontou-o como o segundo melhor lançamento de 2006, colocando a Amy Winehouse como "Rainha do Soul" e elogiando a produção de Mark Ronson, chamando-o "gênio".



Mark Ronson em uma performance de 'Valerie' com Amy Winehouse

Back to Black também foi incluído em diversas premiações musicais ao redor do mundo. Em 2007, o álbum obteve o troféu de "Melhor Álbum do Ano" no Q Awards e concorreu ao galardão "Álbum do Ano" no Mercury Prize Awards e no BRIT Awards. Além disso, também recebeu indicações às premiações no MTV Europe Music Awards na categoria "Álbum do Ano". Em 2008, conquistou o troféu "Melhor Álbum Internacional" no Danish Music Awards. Back to Black foi também indicado a seis categorias à 50ª edição dos Grammy Awards: "Canção do Ano", "Gravação do Ano", "Melhor Performance Vocal Pop Feminina", "Artista Revelação", "Melhor Álbum Vocal Pop" e "Álbum do Ano", tendo vencido as cinco primeiras, o que fez com que Amy Winehouse igualasse o recorde de Alicia Keys, Beyoncé, Lauryn Hill e Norah Jones para artista feminina com mais Grammy Awards vencidos em apenas uma edição, estabelecendo também o recorde de primeira artista feminina britânica a vencer cinco troféus em apenas uma cerimônia. Neste ano de 2019, o britânico The Guardian elegeu Back to Black o melhor álbum de estúdio lançado no século XXI.


Gravação da Música Back to Black:




A razão pela qual o álbum fez tanto sucesso é que Amy Winehouse é brutalmente honesta, e não se esquiva de sua honestidade em Back To Black. Faixas como "Rehab" e "Addiction" mostram completamente do que se trata Amy Winehouse. Este é um ótimo álbum do começo ao fim. Seus vocais são lindos, suas letras são honestas e a produção é impecável. Amy Winehouse era uma cantora maravilhosa e seu legado continuará vivo.




Bjos e Abraços!



Por Leo Martins e Rapha Falconi

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