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Quarta de Disco: Neil Young- Harvest (1972)



Entre seu trabalho em Buffalo Springfield, Crosby, Stills Nash & Young e seus primeiros discos solos, Neil Young frequentemente flertava com o country-rock. Mas com Harvest, lançado em 01 de fevereiro de 1972, ele mais ou menos mergulhou de cabeça nele e saiu com um dos álbuns mais comercialmente e criticamente bem-sucedidos do country-rock.


O trabalho começou um ano antes, quando Young foi a Nashville para aparecer no The Johnny Cash Show, em um episódio que também incluiu James Taylor e Linda Ronstadt. Elliot Mazer, que havia produzido o álbum Silk Purse de Ronstadt um ano antes, organizou uma festa no Quadrofonic Sound Studio para os três artistas e iniciou uma conversa com Young. Dai Neil Young recrutou os Stray Gators para a tarefa, uma banda composta por Jack Nitzsche (que também co-produziu), Ben Keith, Tim Drummond e Kenny Buttrey. A maior parte do álbum foi gravada em Nashville, com Young com muita dor, exibindo um desconforto nas costas. O cantor e compositor James Taylor e Linda Ronstadt também contribuiram com faixas vocais. As gravações aconteceram em períodos separados entre janeiro e setembro de 1971 e em diversos lugares em função da falta de tempo nas agendas dos artistas.





Apesar da mais rígida das intenções, o Harvest não se manifesta simplesmente como um "álbum country". O single 'Heart Of Gold' se tornaria o single mais vendido da carreira de Young e ecoaria suas gravações anteriores de folk-rock. Foi carro-chefe de vendas, mesmo sem agradar aos críticos. A Rolling Stone soltou uma resenha negativa ( outros críticos tbém soltaram ) mas com o peso que a revista tinha, esta crítica marcou bem e o álbum só foi reconhecido como um dos grandes dos anos 70, muito tempo depois de seu lançamento.




O clima de Harvest é melancólico, com músicas que descrevem o desejo de um novo amor. O sucesso do álbum foi recebido por Young com sentimentos extremos: "Acho que o Harvest é provavelmente o melhor disco que já fiz".


Seja por design ou por destino, Young nunca mais atingiu o sucesso comercial deste álbum de 1972, embora ele certamente tenha lançado vários outros trabalhos de qualidade.


Mesmo desacreditado por diretores de gravadoras, Young não desistiu. Mesmo marcado por não ter uma boa voz, ele sendo um grande guitarrista e grande letrista, conseguia passar suas emoções de uma forma muito sincera ao público. Todos esses fatores fizeram de Neil Young um dos grandes de seu tempo. Este registro mostra muito de Neil Young e é aquele tipo de LP que não dá pra ter fora da nossa prateleira.



Bjos e Abraços.



Por Leo Martins e Rapha Falconi.

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